segunda-feira, 20 de novembro de 2017

INSCRIÇÕES PARA O 17º CONGRESSO DA ASPROLF






INSCRIÇÕES PARA O 17º CONGRESSO DA ASPROLF SERÁ FEITA NO LOCAL DO EVENTO, NO PRIMEIRO DIA.

Nos próximos dias 29 e 30/11 e 01 de dezembro de 2017 acontecerá o 17º Congresso dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas. Excepcionalmente, as inscrições serão realizadas no próprio local do evento, no primeiro dia (29/11), das 08h às 17h

O congresso, promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Lauro de Freitas-BA (ASPROLF), anualmente, é considerado um evento importantíssimo na construção e reconstrução do documento norteador da luta dos trabalhadores para o ano subsequente. Acontecerá nos dias 29 e 30/11 e 01 de dezembro de 2017, no espaço do Cerimonial Cosme e Damião, localizado na Avenida Jaime Viera Lima, quadra 17, lote 11, 872 - Caji, Vida Nova, Lauro de Freitas - BA, 42700-000.

O Congresso – Com o tema “Educação que transforma, Brasil sem reformas: em defesa do Brasil...contra o golpe de estado”, o 17º Congresso tem o objetivo de provocar a reflexão diante de um cenário de desmonte do Brasil e mostrar que quando se investe e valoriza-se a educação as transformações acontecem naturalmente, sem a necessidade de forçar reformas golpistas. Desta forma, espera-se que o evento agregue diferentes correntes sindicais e de centrais sindicais no intuito de expor suas visões a respeito do assunto. Cerca de 1.000 pessoas são esperadas para o Congresso, entre trabalhadores de vários segmentos (professores, diretores e vice, coordenadores, auxiliares de classe, guarda escolar, zelador, secretário escolar etc.), autoridades, representantes de sindicatos e centrais sindicais e outros convidados.

Serão considerados delegados do congresso todos os filiados da entidade sindical. Os não filiados e demais convidados serão considerados ouvintes, tendo direito apenas de receber atestado e certificado do congresso. Este ano a inscrição será feita no local do evento, no primeiro dia dia 29/11/2017.

Serão emitidos certificados para aqueles que se inscreverem e participarem de todas as atividades do congresso. A carga horária do certificado é de 30 horas.

domingo, 19 de novembro de 2017

NOVEMBRO NEGRO: combater o racismo e a extrema-direita

O ano de 2017 está próximo de acabar e foi marcado por uma conjuntura de ataques à classe trabalhadora, e em especial aos setores oprimidos, em um nível que há muito não era observado. No aspecto da luta contra o racismo, o mundo observou, no meio do ano, o enfrentamento físico dos supremacistas brancos, em Charlotsville (EUA), com militantes dos movimentos sociais, principalmente com os do movimento Black Lives Matter.
No Brasil, por sua vez, estão sendo implementadas reformas que pretendem retirar os direitos anteriormente conquistados pela classe trabalhadora: Reforma Trabalhista, Reforma da Previdência e Lei Geral das Terceirizações.
Além disso, algumas tentativas de alterações legislativas podem impactar a essência da vida da população negra, como a possibilidade de alteração do artigo do Código Penal que prevê o crime de condição análoga à de escravo, e a previsão de julgamento de membros das Forças Armadas que praticarem homicídios pela Justiça Militar, não pela Justiça Comum e a recente votação da PEC 181, que busca criminalizar o aborto inclusive nos casos de violência sexual, risco de morte da mulher ou de feto anencéfalo.
Não é novidade que o nosso país carrega uma história de mais de 300 anos de escravidão e pouco menos de 130 anos de trabalho livre. Desde a abolição, a vida dos negros e negras sempre foi mais difícil do que a dos brancos, mas com as recentes mudanças, essa realidade tem tudo para piorar ainda mais.
A população brasileira conta, desde o último CENSO do IBGE, com 53,6% de negros. Só no estado de São Paulo, mais de 30% da população é negra. Enquanto o salário médio dos brancos é de R$ 1.097,00, o dos negros é R$ 508,90; a taxa de escolarização entre a população adulta branca é de 62% com ensino fundamental completo, enquanto dos negros é 47%. Nas penitenciárias, mais de 60% dos presos são negros. E o que mais choca: um negro tem 2,6 mais chances de morrer do que um branco.
As mulheres negras, que sempre foram a base da pirâmide social brasileira juntamente com as mulheres transexuais, já são 46,7% dos postos de trabalho informal nas regiões metropolitanas, frente à crise econômica. No que tange à violência contra a mulher, enquanto na última década o número de assassinatos de mulheres brancas diminuiu 9,3%, entre as mulheres negras esse número aumentou 54%.
Somado a esses ataques, não se pode desconsiderar o avanço que as ideias conservadoras e da extrema-direita têm adquirido na nossa sociedade. Bolsonaro avança nas pesquisas eleitorais e carrega com ele ideias de ódio às mulheres, negros e negras e LGBTs.
É importante dizer que o combate às ideias conservadoras e às reformas para os oprimidos é uma questão de sobrevivência e, justamente por isso, nós devemos ser os seus primeiros e mais ferrenhos combatentes.
Em meio a tantos ataques, também percebemos o desenvolvimento de importantes lutas do movimento negro que trouxeram resultados, como a luta pela liberdade de Rafael Braga, a que conquistou cotas na USP e o desenvolvimento de uma grande quantidade de saraus e slams que demonstram a resistência do povo negro em todo o país.
Justamente por isso, é fundamental a construção de um mês da consciência negra que unifique as organizações políticas no combate ao racismo, ao genocídio e ao avanço da direita. É muito importante, nesse momento, construir um espaço unificado de luta da classe trabalhadora negra contra os ataques ao nosso povo.

O RACISMO NO BRASIL - Por Jorge Garrido


O racismo no Brasil
É sempre disfarçado
Não é aberto
Assim é que apresentador acaba flagrado

O racismo no Brasil
Proclamam não haver
A culpa é dos negros
Tentam convencer

Violência direcionada
Contra os negros
É praticada

É preciso despertar
Contra essa opressão
Temos que lutar

ASPROLF DIALOGA COM BASE DO SIMMP EM VITÓRIA DA CONQUISTA

Cumprindo mais uma etapa da agenda de unificação dos sindicatos municipais da Educação do Estado da Bahia, a ASPROLF, representada pelos ...